Cura geográfica

15 janeiro, 2020 Nenhum comentário
Se em solo caminho para te encontrar doutro lado da distância, subestimo o céu.
Mas, se livres podem voar os pássaros, louvo aos céus que criam filhos que nada temem — e vivam todas as gaiolas violadas.

Nasci para ter esperança Nº3

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3. Outra vez, era a minha Esperança negando a vida, à morte.

Nem só extremo, nem só escasso

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No centro da ponte de travessia da dicotomia, também há vida desejando ser vivida.

A tua parte que me escapa

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A fala que levou tempo sendo talhada no silêncio, agora naufraga na tua garganta.

Nasci (para ter) esperança Nº2

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2. Eu moro onde não mora ninguém. Onde a ordem de despejo não chega, pois não há o que se requerer.
Eu moro no suor que resiste e morre na trama do tecido. No rasgo do asfalto sucumbindo aos pedaços de cigarros e folhas secas. Na artéria entupida esmagando o fluxo sanguíneo. Moro nos arrepios e na rendição aos tesões. Nas mãos que curam, trabalham, ensinam, que fundem, derretem, que pavimentam caminhos e edificam pontes... Eu moro onde habita a solidão. Na cicatrização da ferida. Eu moro na utopia que passa pela sua língua e atravessa os seus lábios. No batuque solitário do coração sob o seu peito. Moro nas dores do meu ventre, que parirá o filho que eu nunca quis ter, mas que, com você, quererei.

Nasci para ter esperança Nº1

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1. Você é o complexo que espero compreender, nem que seja na efemeridade duma noite de sábado que te faltar o juízo.

É que sou humano...

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As minhas pontas à mostra, 
todas padecem de amarras.

Do lado de dentro,
Sou desobediência em fúria
Sou fronteira sem controle migratório
Sou janela defronte à rua, em descuido
Sou vento frio e violento despetalando flores.

Sou também, promessa sem pressa
Sou amante impotente
Sou voto de lealdade sussurrado à porta do ouvido
Sou noite fresca de descanso depois do trabalho
Sou solidão permanente
Sou também, um estádio inteiro de esperança pelo que não se sabe se virá.

"Camisa 10"

21 novembro, 2019 Nenhum comentário
Te quero ver dono da roseira em primavera
Ganhando todos os bilhetes da rifa, de uma vez
Se alimentando do prato que te sacia... 
Eleja-me presidenta do teu fã clube?

Sem (autoridade para) nome(ar)

07 novembro, 2019 Nenhum comentário
Quero chegar numa manhã
dessas, 
que,
amanhecendo um qualquer
Entardecerás com a convicção de que és amado 
E pela noite, declararás que estás sob nova direção.
Mas que é que eu sei sobre domínio? 
(Que é que eu sei?)

A vida pode ser insalubre

13 outubro, 2019 Nenhum comentário
você parece tão perto de se rebentar, como quem esteve cativo no suor de mãos grosseiras que não souberam se regozijar no sabor da sua polpa. você nunca deveria ter esquecido de dizer como é que gosta de ser amado.
 
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