Abri os segredos da cidade

terça-feira, 20 de novembro de 2018 Nenhum comentário











Mapeei as tristezas e os territórios que as escondem
Pois, sabendo, poderás desviar o teu caminho

Entrementes, os passos ficarão mais curtos que as tuas pernas
Envolverás tu com a sujeição, deixando que fuja a liberdade?

Se permaneceres mais tempo recolhido
Que segurança impedirá que a boémia tristeza, não encontre o caminho de casa?

Porventura, encontrando-te despreparado
Não lançarei em teu rosto minha descoberta
Nem aguçarei os teus anseios arrependidos

Encorajarei que permaneças
E, percebendo a tristeza tua indiferença,
tomada será pela inapetência.

Eternos cárceres

segunda-feira, 19 de novembro de 2018 Nenhum comentário
Os ápices são eternos cárceres. O prazer de hoje deve ser igual ou mais comprido e gostoso que o de ontem. 

Para acalentar os desrumados e desalinhados encarcero quase-utopias, [aqui] onde as lágrimas podem rolar desprendidas até que as coisas tomem o rumo, sem apego e exagero, sem impulsos aleijadamente pré-concebidos.

Enquanto encontro, encanto

sexta-feira, 2 de novembro de 2018 Nenhum comentário
Quem dirá, pois, que não valera
o breve arrepio do beijo devasso?
A surpresa do abraço repentino?
O sonhar com a vitória da batalha inerte?
A recepção de um olhar piedoso?

Ora, não são também inigualáveis, as felicidades miudinhas?

O que há a ser perdido, ao executar as não promessas?
Não há encantamento no que quase nada - ou nada - surpreende.
 
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