O amor é tão atemorizante quanto a morte

domingo, 23 de dezembro de 2018 Nenhum comentário

De onde estou, por entre as frestas dos rostos jovens e macios, te vejo quase imóvel com um semblante indistinguível. Há tanto que pode ter te enfadado, que talvez agora seja dono de um coração vazio. Eu, quando estive com saúde, aboli aos pedidos de absolvição dos meus próprios pecados, para pedir que sua pele fosse endurecida para que sozinho pudesse se fazer multidão, quando preciso.
Se passaram quarenta e três anos e já não tenho força para a raiva.

borboleta no aquário

sexta-feira, 14 de dezembro de 2018 Nenhum comentário
não esqueceram os olhos em cima de mim,
se não eu mesma quando voei para o lado de fora

sou batata quente sem mãos dispostas a se queimarem

quando me desejaram, foi assim: 
nem tão longe que não pudessem me ver, 
mas não tão perto que pudessem me tocar

a perfeição me adoeceu
e me machuca toda vez que atualiza sua constituição

sou peixe fora d'água, borboleta no aquário

de mãos dadas com a minha sentença mortífera,
eu não nasci só
sou a filha enésima da solidão.

Novos horizontes

sábado, 1 de dezembro de 2018 Nenhum comentário
O destino, indivíduo orgulhoso, desceu do pódio para a minha paz que sempre esteve feita. Estava pronta!
 
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